De avelã suas pérolas parecem
Chocolate nos lembra seu cabelo
De beleza seus lábios não padecem
Assim vive a fada no pesadelo.
De monções não carece seu rosto,
Tempestades lhe assombram o pensamento
Voa sem rumo, sem gosto,
Não apazigua tal desalento.
Refúgio na imaginação,
Encontra a fada por fim
Seu de cristal coração
Foco é do Querubim.
Descanso não dá o Anjo
A fada vive a loucura
Seu sonho de algum arranjo
Recai sobre a de alguém ternura.
Ao encontrar tal encanto
Confusa fica então a Fada,
Receia alguém magoar
Ou ser ela a magoada...
Numa túlipa descansa
Tentando seu cristal compreender,
Os sóis passam e passam
Pensando somente a Fada em morrer...
Por fim, contempla a Lua
Com todo o seu esplendor
A noite envolveu então a fada
mostrou-lhe o que era o Amor.
Nessa noite a fada vo-ou
Embateu na grandiosa Lua...
Sua frágil asa quebrou,
Para a perenidade ficou
A Fada sem respostas na rocha nua,
Simples e fria.
27 abril 2008
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